Desde muito jovem que está em Portugal. É um jogador de hóquei em Patins que delicia os fãs com a sua agilidade. Depois de ter sido acusado de doping, Emanuel García diz ter uma carreira pela frente e que esse facto não o afectou.

Como é que é jogar num clube como o Porto?
É, sobretudo, uma responsabilidade muito grande, porque passaram grandes atletas, grandes nomes, grandes pessoas por cá e é da nossa responsabilidade continuarmos a fazer com que este clube seja grande e continuarmos a ganhar títulos. Portanto, é, sobretudo, uma grande responsabilidade. Mas também, dado isto, faz com que seja um grande prazer jogar neste clube porque conseguimos sempre óptimos resultados.
Jogar com pessoas como, por exemplo, com Reinaldo Ventura, Tó Neves... São pessoas com quem se aprende muito?
Sim, foram gerações diferentes... Tive a sorte de estar aqui ainda com o Tó Neves, Paulo Alves, Pedro Alves e grandes jogadores históricos da modalidade que ganharam muito pelo Porto e por Portugal. E depois com uma nova geração de jogadores como foi o Filipe Santos, o Reinaldo Ventura, e como serão os novos rapazes que nós temos cá. Com todos eles aprendes coisas diferentes, embora isto também seja recíproco... Nós aprendemos com eles, eles aprendem as nossas coisas... É uma situação que nós achamos perfeitamente normal, mas que vai acontecendo no dia-a-dia.
Sim, foram gerações diferentes... Tive a sorte de estar aqui ainda com o Tó Neves, Paulo Alves, Pedro Alves e grandes jogadores históricos da modalidade que ganharam muito pelo Porto e por Portugal. E depois com uma nova geração de jogadores como foi o Filipe Santos, o Reinaldo Ventura, e como serão os novos rapazes que nós temos cá. Com todos eles aprendes coisas diferentes, embora isto também seja recíproco... Nós aprendemos com eles, eles aprendem as nossas coisas... É uma situação que nós achamos perfeitamente normal, mas que vai acontecendo no dia-a-dia.
Quando é que surgiu a oportunidade de vir para o Porto?
E pretende ficar cá quantos anos? Bastantes, ou...
Já passaram, desde que estou cá... já vão uns 9 anos. Já tirei o meu curso cá, fiz uma pós-graduação, estou a fazer um mestrado, tenho o meu emprego, a minha empresa, duas casas (risos). Pronto, tenho muita coisa por aqui e, se calhar, é difícil abdicar de tudo por uma incerteza que será voltar à Argentina ou por uma incerteza que será ir jogar para fora. O que esteve próximo de acontecer no final da época passada, mas acabei por ficar por aqui.
Mas tem ambição de jogar noutro clube?
...Mas se surgir a oportunidade?

Como é que surgiu essa paixão pelo hóquei?
Na minha terra, San Juan, na Argentina, uma cidade que, embora pequenina, com 500 mil habitantes, tem, aproximadamente, 15 equipas de hóquei, 15 clubes. O hóquei é um desporto muito popular e é normal que os rapazes com 3 / 4 anos comecem a patinar, comecem a afinar os seus clubes, para poderem começar a treinar e, no futuro, poderem jogar hóquei. Foi assim que tudo começou, de muito novo. E a partir do momento em que comecei a fazer uma coisa e a gostar e os amigos e tal...é fácil gostar de um desporto, seja hóquei, seja râguebi, seja andebol, seja o que for.
E de todos os clubes que já jogou, qual foi aquele que mais o marcou?
E principalmente o Hexa, que foi algo inédito em Portugal, foi um título que o marcou muito? Gostou de viver esses momentos? Porque, afinal de contas, para tão jovem, tem muitos títulos na sua carreira...
E acha que o hóquei é uma modalidade apreciada em Portugal?
Muito, muito!... Acho que, apesar de ter havido uns inconvenientes com a televisão e a Federação, onde o hóquei tinha pouca divulgação, nomeadamente nos últimos 2 anos, mas que agora já começou outra vez em força. O hóquei é um desporto que deu muito aos portugueses, os portugueses gostam muito da modalidade. E terá que ser feito, do ponto de vista da Federação, televisão e clubes, terá que ser feito um trabalho mais em consciência para tentar que a modalidade seja mais divulgada, porque não há dúvidas que tanto em Portugal, como em Angola, como em países lusófonos, este é um desporto que muita gente gosta, não há dúvidas disso!...
Já fala bem português. Como foi a sua integração neste país?
Como é que é um dia-a-dia de um jogador de hóquei?
o para o treino e estou aqui (Pavilhão de Fânzeres) das 6 e 30 às 8 e 30. Depois do treino, vou jantar e vou visitar clientes – eu tenho uma empresa de produção e distribuição de vinhos –, e vou tratar de coisas relacionadas com o vinho. É principalmente essa a forma que acontece na maior parte dos dias. Embora seja cansativo, dá-te um certo gozo porque acabas por fazer as coisas que gostas, embora não seja só por isso, mas também porque acabas por cumprir com as tuas responsabilidades de uma forma séria e não deixas as coisas ficarem para trás, e isso é bom.E tempo para a vida pessoal?
E quando foi acusado de doping, sentiu o carinho, o apoio do público e mesmo do clube?
O que é que o marcou positiva e negativamente até hoje?
Como te digo, não se trata de ver isto no dia-a-dia, mas trata-se de ver que o mal que aconteceu fica por lá e vamos viver coisas novas. Positivamente? Eu acho que cada título que nós ganhámos no Porto marca-te positivamente, e decides ficar mais 2 anos, mais 3 anos neste clube, porque gostas disto, porque estás à vontade, porque as tuas condições cá são boas e porque te valorizam para ficares cá. Isso são coisas que, ao longo do tempo, vão marcando-te positivamente, porque sabes que o que tu fazes é recompensado, é valorizado e que tens realmente valor para estar aqui. Negativamente? Tenho tido sorte, porque resultados que o Futebol Clube do Porto tem tido nos últimos anos. E não tenho grandes coisas para apontar negativamente. Acho que tenho tido sorte de ainda não ter sido marcado com uma grande desilusão no desporto.
Como é que vê a sua carreira de uma forma geral? Tanto no passado, como no futuro?
Eu acho que, como todas as carreiras de qualquer jogador de hóquei – e eu só tenho 24 anos, fiz agora em Julho – tenho ainda muitos anos pela frente, muitos anos para aprender, muitos anos para amadurecer como jogador e acho que está tudo a correr bem, está tudo a correr como planeado, tenho tido muito apoio por parte do clube. E também tenho correspondido dentro do campo ao apoio e a esses desejos de ganhar que todos têm. Acho que no dia-a-dia temos feito as coisas bastante bem e isso deixa-me bastante confortável.
2 comentários:
Andas armada em jornalista agr é?
Tou-te a mikar tou...
Tu ali c akela cara "ai...kem me dera saltar-lhe po mastro..."
Ve-se msm q n tavas a ligar nenhum à entrevista, mas pontos... os jovens de hj em dia sao axim q se formam...
=P
MT BEM ANA!!! TOU ORGULHOSA DE TI!!!
Pa proxima leva-me ctg! lol;P kidding, sou mt shy =P
Uau!
esta mulher anda a ficar uma chiquesa!
E nas fotos...hum...
FAZ-TE AO BIFE!
lol
agr a serio, estou a ver que andas uma jornalista empenhada...Já esu, descobri que afinal o jornalismo não é bem o que eu pensava que era, e a vertente que mais gosto é mesmo a rádio!
Temos que trocar uns conhecimentos!
;P
txi amuuuu
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